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05/09/2017 às 16:19, atualizado em 04/10/2017 às 17:57
Crimes contra o patrimônio registraram 546 ocorrências a menos na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública na tarde desta terça-feira (5)
Com redução de 37,3% no número de vítimas de homicídio em comparação a agosto de 2016, o Distrito Federal manteve a queda histórica desse tipo de crime. Foi a menor marca para o mês de agosto desde 2000.
Em números absolutos, a quantidade de vítimas caiu de 51 em agosto do ano passado para 32 no mesmo período de 2017. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social na tarde desta terça-feira (5).
O titular da pasta, Edval Novaes, ressaltou que os resultados são fruto dos esforços conjuntos das forças que atuam no programa Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida. “É uma redução extremamente significativa e fundamental. Vai na contramão de grande parte das unidades da Federação, em que esse crime tem subido”, avaliou.
No acumulado de janeiro a agosto, também foi o menor registro de homicídios dos últimos 17 anos.
Os crimes contra o patrimônio também registraram queda expressiva. Quando comparado com o mesmo mês de 2016, a diminuição foi de 546 ocorrências. Houve redução nos índices de todos os crimes do grupo, o que inclui roubos a transeuntes, de veículos, em transporte coletivo, em comércio e em residência, além de furto em veículo.
Crimes contra o patrimônio também registraram queda expressiva. Isso inclui roubos a transeuntes, em coletivos, em veículos, em residências e no comércioesquerda
O peso maior foi verificado nos roubos e furtos a veículos. Em média, a redução foi de 20,6% em cada categoria. Os roubos desse tipo caíram de 1.110 para 881; os furtos foram reduzidos de 470 para 373.
Mais vítimas de estupro denunciaram o crime à segurança pública local. No mês passado, 82 ocorrências foram registradas — em agosto de 2016 foram 63.
Diretor-geral da Polícia Civil do DF, Eric Seba pontuou que, nesse tipo de crime, que é subnotificado, é comum que as denúncias sejam feitas bem depois do ocorrido. Quase metade dos registros do último mês é referente a estupros ocorridos em outros meses e até anos.
Das 82 denúncias, 56 se enquadram como estupro de vulnerável, sendo que 98% das vítimas tinham algum vínculo com o criminoso.
São vulneráveis as vítimas menores de 14 anos, portadores de enfermidade ou deficiência mental, sem o discernimento necessário para o ato ou que, por qualquer outra causa, não possam oferecer resistência.
A pasta também divulgou que, na maioria dos casos, o crime ocorre em locais fechados, principalmente na residência da vítima ou na do autor.
Para o secretário da Segurança Pública, há mais incentivo por meio de campanhas e atuação do governo para que a população denuncie casos de estupro. “Temos de conscientizar cada vez mais. Esse crime é extremamente complexo. Como mostram os números, às vezes o autor é da família ou do círculo de amizade”, avaliou Novaes.
Ele destacou ainda a importância de registrar boletim de ocorrência — o que pode ser feito virtualmente caso a vítima não vá até a delegacia.
No auge da seca, o combate a incêndios florestais teve um aumento de 97,5% — passando de 1.528 ocorrências em agosto de 2016 para 3.018 neste ano. Com isso, a área queimada subiu de 3.698 de hectares no mesmo período para 4.523 hectares.
O DF também segue reduzindo a quantidade de mortos no trânsito. Segundo dados do Departamento de Trânsito (Detran-DF). No mês anterior foram 23 vítimas fatais contra 28 em agosto de 2016.
Ainda de acordo com o balanço divulgado pela secretaria, houve melhora na percepção de segurança por parte da população. Para o titular da pasta, vários fatores influenciam nesse sentido.
Além da própria atuação das forças e redução dos índices de criminalidade, Novaes exemplificou que ações de outros órgãos do governo, como melhorias de iluminação e poda de árvores, também geram maior sensação de segurança.
Veja a íntegra do balanço de agosto de 2017 da segurança pública em Brasília.
Edição: Vannildo Mendes